Loiras
Madonna & Elle
Oi! Ninguém Pediu Review!
Nunca assisti Legalmente Loira (2001), nem sua sequência, tampouco o spin-off (sim, tem um filme spin-off chamado Legalmente Loiras, de 2009, focando nas primas gêmeas da protagonista do filme original). Lembro de uns anos atrás descobrir que a comédia se passava no mundinho universidade do direito e achei o título legalmente divertido, rs. Não sou uma pessoa que acompanha o trabalho de Reese Whiterspoon - digo, eu estava lá em Segundas Intenções (1999) acompanhando ela dirigir ao som de “Bittersweet Symphony”, do Verve e assisti a Big Little Lies (2017), mas nada disso foi por acompanhar o trabalho da moça
O que me fez dar play em Elle, série da Prime Video anunciada como prequel do filme Legalmente Loira?
A primeira coisa que acontece no piloto da série é uma festa de aniversário de 16 anos ao som de “Fantasy”, da Mariah Carey, do álbum Daydream (1995). Meio que me rendi aí: eu amo essa música. A faixa sampleia “Genius of love”, da Tom Tom Club, música de 1981 com batida conhecida por TODAS as pessoas. Enquanto o episódio seguia fazendo suas versões das tropes de séries adolescentes dos anos 90 e dando piscadinhas para quem assistiu aos filmes, eu ia anotando mentalmente as canções: a abertura com "Only Happy When It Rains", do Garbage, referências a Annie Lennox, Bryan Adams, INXS, “Creep” do Radiohead… Não que eu goste de todos esses, mas achei que as escolhas posicionavam a série no tempo que ela queria e, no fim das contas, série jovem é tipo o primeiro verso daquela canção do MIKA, “We Are Golden": Teenage dreams in a teenage circus. Adoro.
Com um elenco surpreendentemente diverso - a expressão “Legalmente Loira" não é exatamente uma chamada para isso e, bom, nem sei se a série é obrigada a ter essa pretensão - achei Elle uma boa candidata a TV conforto do ano.
Confessions II, da Madonna, é o disco mais comentado da última semana e o mais antecipado do ano. Não tenho nada a acrescentar, já que só se fala nisso e eu vou cair no óbvio. No instagram, comentei um pouco das relações entre Madonna e meu pai, com quem pude ter a companhia essa semana. Até tive a ideia de escrever um ensaio chamado A Madonna é meu Pai, onde contaria, dentre outras coisas, como eu achava que tinha escutar o CD da Madonna escondido ou como me fascinava meu pai curtir Music (2000). Mas a CLT ainda me proíbe de me dedicar cem por cento a projetos
Em Elle, a personagem principal pede ao DJ: “toca Madonna aí, mas não a de 1995, mas a de dois anos atrás”.
Vá ouvir Confessions II.
Volto aos poucos por aqui :) Boa semana!






Bem-vindo de volta, Rafa!